A dança na Bíblia

Uma análise das referências bíblicas com relação a essa prática revela que as danças israelitas, consideradas apropriadas, eram de natureza litúrgica, sendo acompanhadas por hinos de louvor a Deus. Elas eram geralmente praticadas entre grupos de pessoas do mesmo sexo e sem quaisquer conotações sensuais.

Em Êxodo 15, 20, vemos que Maria, a profetisa, irmã de Aarão, apanhou um tamborim, e atrás dela saíram todas as mulheres tocando pandeiro e dançando. No livro de Juízes, 11, 34, quando Jefté voltou para casa em Masfa, sua filha veio-lhe ao encontro dançando ao som do tamborim.

Poderíamos citar tantas outras passagens bíblicas sobre esse tema, porém, o importante é frisar que a dança era sempre utilizada como expressão de alegria e de vivência comunitária. No entanto, nos dias atuais, infelizmente, é muito usada como instrumento de sensualidade e perversão. Contudo, Deus nos dá a oportunidade de, como autênticos cristãos, dar um novo sentido e beleza a essa arte que sempre fez parte da vida das civilizações primitivas.

Fonte: Canção Nova
O artista de Deus a serviço da evangelização
Ser artista de Deus é adorá-LO e servi-LO por meio de algum tipo de arte

O Papa João Paulo II, na sua carta aos artistas, afirma que a sociedade tem necessidade de artistas, da mesma forma que precisa de cientistas, técnicos, trabalhadores, especialistas, pais e mães...

Assim como todo e qualquer cristão, a missão do artista de Deus é evangelizar um mundo cada vez mais corrompido pelo pecado. Drogas, prostituição, abusos, violência, corrupção, discriminação, exclusão... De uma forma criativa e eficaz, seja através da música, do teatro e/ou da dança, o desafio do artista de Deus é comunicar ao mundo esse Amor que tem o poder de transformar vidas. Esse é o nosso papel como artistas de Deus: colocar os nossos dons e talentos a serviço do Reino dos céus, a serviço da evangelização.

A diferença entre o teatro sacro e teatro secular é que o primeiro, por meio das dramatizações e interpretações (no teatro, na rua, na liturgia das celebrações ou nos encontros de evangelização), tem o objetivo de levar Deus para as pessoas; provocando-as a uma mudança de vida. O segundo, por sua vez, preza pela pessoa do artista, que busca vender a sua arte, visando um retorno meramente financeiro, material.

Enquanto a arte sacra se usa de citações e textos bíblicos, histórias de santos, por exemplo, para anunciar a Palavra de Deus; a arte secular lança de mão de gestos, músicas e ideologias para denegrir ou mesmo destruir a obra de Deus, corropendo a dignidade do ser humano.

A arte do artista de Deus é o Amor; seu objetivo, a evangelização; seu ideal, a salvação do homem. Eis a nossa missão: anunciar o evangelho por meio das artes, para que os filhos de Deus sintam-se amados e reencontrem a Jesus – Caminho, Verdade e Vida.




Breno Brito (Missionário da Crux Sacra)

Aprofundamento para Artistas